Soubemos que tínhamos problemas com a humidade em casa desde o primeiro inverno que passamos aqui, aliás, o tecto da cozinha tinha começado a ficar empolado ainda durante o outono anterior.
Só que esse primeiro inverno foi aquele em que não choveu praticamente nada, em que houve seca durante o verão, etc..
O tecto da marquise ganhou um bocadito de bolor, mas foi limpo no inicio do verão com lixívia e aguentou-se bem…até ao outono seguinte!
O “pesadelo” começou logo em Outubro desse primeiro ano. Caíram as primeiras chuvas a sério, vimos que a água escoava pela janelas da marquise como uma cascata, e os alumínios deixavam-na entrar cá para dentro. Fomos inclusive obrigados a mudar o escritório de sitio, e esse outono/inverno foi passado com toalhas nas janelas e no chão para ensopar a água.
O bolor florescia no tecto que até doía. Em menos de nada ficou preto e nojento, não havia muito a fazer, porque se limpássemos hoje, passado uns dias ele estava de volta..
Apercebemo-nos que o nosso problema residia no telhado do prédio. Precisava de um novo isolamento, de tubos de escoamento para evitar que a agua descesse pelas paredes daquela forma..e nós não podíamos tratar do nosso tecto sem que p telhado do prédio fosse arranjado, seria trabalho, tempo e dinheiro jogado fora..
Como administradores do condomínio, tínhamos a tarefa de tratar desse assunto, mas a falta de tempo levou a que a solução só fosse encontrada em Outubro passado.
Só que a chuva atacou em força antes que as obras começassem. Este ano havia uma novidade, para além da água entrar pelos alumínios adentro e escorrer janelas abaixo, o isolamento da placa do telhado já estava mais que estragado e simplesmente ensopava a água como uma esponja, que depois pingava cá dentro. A chuva já podia ter passado á fora, mas aqui na marquise chovia quase 24 horas por dia…
O bolor duplicou em duas semanas e o estuque estava podre e começava a ceder junto às janelas, a zona mais grave. Tivemos que furar os aluminos para que eles deixassem sair a água que acumulavam (pareciam autênticos reservatórios). Isso resolveu logo uma parte do problema, faltava o telhado…
Entretanto veio Novembro, e com ele o mini-verão. Deu tempo suficiente para que as obras começassem no telhado, e quando as chuva voltou novamente, ficamos agradavelmente surpreendidos por ver que já não chuva cá dentro, nem que a água descia em cascata prédio abaixo. Estava agora a ser direccionada pelos tubos de escoamento, que a lançavam meio metro à frente. Naice!
Era hora de tratar do nosso tecto. Apesar de sabermos que o estuque tem que ser removido e colocado novamente porque apodreceu, decidimos ver-nos livres daquele bolor horroroso que já nos fazia companhia há um ano.
Sem mãos a medir, fomos ao Leroy e trouxemos a lixívia com mais concentração de cloro que encontramos (4,5%). Borrifamos o tecto com aquilo e o bolor começou logo a desaparecer. Ainda levamos umas horas a esfregar o tecto, os alumínios e as vidraças. Não tínhamos um escadote suficientemente alto, teve que ser feito com a ajuda de uma mopa e panos..mas fez-se e FINALMENTE temos um tecto branco outra vez. Restaram apenas algumas zonas que já não têm salvação a não ser com estuque novo.
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Já fizemos na sala, falta agora a cozinha.
Como esta zona é muito húmida de inverno, resolvemos comprar um desumidificador, que ajuda a manter a casa seca e sem bolor. É impressionante a quantidade de agua que aquilo tira por dia!!
Sobre o tecto da cozinha, aquele que está empolado desde do outono de 2004, só pode ser arranjado quando o terraço do andar de cima ser arranjado…
(Nota: antes de começarem as obras na vossa casa, procurem por zonas criticas (que já tenham bolor ou sinais de humidade) de modo a poderem dar-lhes tratamentos especiais contra o bolor, ou caso seja problema do prédio, pedir a sua resolução ao condominio o quanto antes, para evitarem desgostos)